sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Artigo: Campanha dos Ateus



Campanha dos ateus

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos iniciou uma campanha de outdoors em Porto Alegre, que tenta “aproximar o ateísmo do dia-a-dia da sociedade e diminuir o preconceito contra ateus”. Num deles está a foto de Charles Chaplin com as palavras “não acredita em Deus”, e a de Adolf Hitler com “acredita em Deus”, e a frase “Religião não define caráter”. Em outro outdoor afirma-se que “A fé não dá respostas, só impede perguntas”.

Não tiro a razão deles. Sobretudo quando processam o jornalista Datena que relacionou os descrentes com “pessoas do mal”, “bandidos”, “assassinos”. A moralidade não depende de religião. Conheço ateus honestos, bons cidadãos, e religiosos de mau carater. Ao afirmarem que a “fé impede perguntas”, acertam sobre o fanatismo e a intolerância religiosa — mas que não fazem parte da legítima teologia cristã, fruto de experiências baseadas em dúvidas e respostas bíblicas. As próprias Escrituras são histórias de complicados questionamentos e de interessantes conclusões.

A campanha dos ateus deveria levar à reflexão. Primeiro, saber que não basta acreditar na existência de Deus para ter a fé cristã. Esta crença o próprio Diabo tem (Tiago 2.19). Lembrar que fé sem obras é morta (Tiago 2.26). Por isso o recado “ninguém pode amar Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê” (1º João 4.20). E quando a moda são as marchas de orgulho, entender que “a salvação não é resultado dos esforços de vocês, portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la” (Efésios 2.9).

E se a pesquisa está correta, que os ateus “são as pessoas mais detestadas no país, com repulsa, ódio ou antipatia de 42% da população” — então, neste percentual não há nenhum seguidor de Jesus. Pedro aprendeu isto quando cortou a orelha do soldado que prendia o Salvador: “Guarde a sua espada! Se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos” (Mateus 26.53). Assim, a placa publicitária cristã é o gesto de Jesus que curou a orelha do seu agressor.

Rev. Marcos Schmidt é pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil em Novo Hamburgo-RS.

Tenham todos uma ótima sexta-feira.
Fiquem com Deus.
MIX.

2 comentários:

Rafael disse...

Cara na Moral essa frase religião não define caráter não tem nada vê!!!
Por quando você mostra a imagem do Hitler e do Chapilin você deveria dizer "no que você acredita não ira definir seu caráter!!!!!!!!!!!!!

bruno luiz campos lima disse...

Concordo plenamente com nosso amigo a cima.