segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A igreja que canta!


 A igreja que canta!

Segue abaixo a mensagem deste final de semana em comemoração aos 100 anos do Hinário Luterano.

Clique no link e assista a mensagem de hoje: https://youtu.be/ItDv2weYIjg

Se puder também deixar um comentário, se inscrever no canal e compartilhar esse vídeo, eu agradeço.

Tenha uma excelente semana.

Abraços, pastor Diego Neumann.

✝️🙏

sábado, 5 de setembro de 2020

Gravetos leves ou lenhas pesadas? - Artigo

 Gravetos leves ou lenhas pesadas?

Fogão a Lenha | Fundação Educacional

 

Começar o fogo no fogão à lenha é um ritual. Cada família tem o seu, passado de geração em geração. Aqui em casa começamos o fogo de forma clássica, com lascas finas de lenha, gravetos secos e papéis amassados. Riscado o fósforo, é só ir alimentando o fogo com lenhas mais grossas, secas e que garantirão fogo e calor para aquecer a família e para preparar as deliciosas comidas de inverno. Fogão à lenha requer cuidado para não deixar o fogo apagar. É preciso sempre estar atento à fornalha, alimentando-a com lenha boa. Caso o fogo apague, é preciso refazer todo o processo novamente.

 

                Ao observar este processo, logo me veio à mente a necessidade que temos de alimentar nossa fé cristã. Sim, ela também precisa ser alimentada, seja por gravetos finos e leves, seja por lenhas grossas e duras. Gravetos seriam as primeiras lições da fé cristã, o básico a respeito da salvação. As lenhas grossas e pesadas seriam lições mais profundas, com maior conhecimento a respeito da doutrina cristã. A Palavra de Deus, na carta aos Hebreus, faz este paralelo também entre leite e alimento sólido, conforme o capítulo 5 versículo 12: “Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres, mas ainda precisam de alguém que lhes ensine as primeiras lições dos ensinamentos de Deus. Em vez de alimento sólido, vocês ainda precisam de leite”.

 

                Há pessoas que ainda necessitam de gravetos para que sua fé continue ardente e viva. O simples e básico a respeito da salvação precisam sempre ser ensinados novamente. Mas também há pessoas que não necessitam mais de gravetos, mas sim de lenhas grossas e duras. Estão prontas para se aprofundar na fé e no conhecimento bíblico. Do que sua fé necessita neste momento? De gravetos leves ou de lenhas grossas?

 

                Independentemente de sua resposta, a certeza é que sua fé precisa ser alimentada. Sem gravetos ou lenhas, o fogão à lenha se esfria e o fogo morre. A fé cristã, se não for alimentada, seja por lições básicas ou por doutrinas profundas, corre o risco de esfriar e morrer. Consuma a Palavra, divulgada amplamente de forma on-line nesta pandemia. Afinal, “a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Romanos 10.17).

 

                Então fica a dica: alimente-se na Palavra de Deus. É através dela que o Espírito Santo nos dá a fé no Salvador Jesus, sejam através de lições básicas ou de conhecimento aprofundado. Lembre-se disto quando lidar com seus gravetos e suas lenhas antes de começar o fogo. E assim chega ao final a série de reflexões usando o fogão à lenha para fazer conexões à vida cristã. Seja com gravetos leves ou com lenhas pesadas, alimente sua fé.

 

 

Pastor Bruno Serves | CEL Cristo, Candelária-RS

terça-feira, 21 de julho de 2020

A parábola do Joio e do Trigo - Mateus 13.24-30;36-43

Olá amigos, segue meu vídeo no Youtube.
Quem puder se inscrever no canal, fico grato.
 Abraços, pastor Diego Neumann.
MIX.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O que falta em minha vida? "Lebenslangerschicksalsschatz"

Pra mim a melhor cena de How I Met Your Mother (8x01)



“- Existe uma palavra em alemão: Lebenslangerschicksalsschatz. E a mais próxima tradução seria 'O tesouro do destino ao longo da vida.' E Victoria é 'wunderbar', mas ela não é minha Lebenslangerschicksalsschatz. Ela é minha Beinaheleidenschaftsgegenstand, sabe? Isso significa ‘Aquilo que é quase aquilo que você quer, mas não completamente.’ E é isso que Victoria é pra mim.

- Mas como sabe que ela não é Lebenslangerschicksalsschatz? Talvez com o passar dos anos ela se torne mais Lebenslangerschicksalsschatz.

- Não, não, não. Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve ao longo do tempo, é algo que acontece instantaneamente. Atravessa você como água de um rio depois da tempestade, preenchendo e esvaziando você ao mesmo tempo. Você sente isso em todo o seu corpo. Nas suas mãos. No seu coração. No seu estômago. Na sua pele. Já se sentiu assim com alguém?

- Acho que sim.

- Se tem que pensar a respeito é porque não sentiu. 

- E tem absoluta certeza que encontrará isso um dia?

- É claro. Eventualmente todo mundo encontrará. Só que nunca saberá onde ou quando.”

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Adeus Ano Velho - 2014.

Cara... esse ano foi em certos aspectos um ano muito bom pra mim.

No quesito vida pastoral, cada ano eu aprendo mais e acabo percebendo que eu sou literalmente "um bosta". Ainda bem que Deus é o meu Senhor, meu Salvador. E que pra minha salvação eu não posso fazer nada. Porque senão eu tava ferrado. :P Mas a vida de pastor é muito boa. Tenho o maior privilégio de estar em contato com a palavra de Deus constantemente e ainda posso levar a mensagem das boas-novas para as pessoas e isso é MUITO, mas MUUUITO BOM. Claro que as vezes não é fácil, mas Deus está no comando e tudo o que acontece eu sei que é para o meu bem.

Tive certas decepções amorosas e tal, mas acho que isso é normal. Digamos que nessa parte, eu achei o ano EXCELENTE. Porque? Porque em anos anteriores eu sofri muito com paixonites agudas e tal. E esse ano eu fiquei bem sussa, só na minha. Esperando a "THE MOTHER" aparecer na estação... e ela vir em minha direção com seu guarda-chuva amarelo, segurando seu baixo e tal. Eu continuo acreditando no AMOR, mas tá cada vez mais difícil. Cansei de me apaixonar e não dar em nada, por isso acho que não vai ser nada fácil eu achar alguém. MAS como eu disse antes, eu sei que Deus está no comando de tudo e se Ele achar que é o melhor pra mim, pode ser que chova na minha horta em 2015.

Nunca li tantos livros como nesse ano. No total foram 26. Em destaque: Maze Runner, Jogos Vorazes, Percy Jackson (só li o primeiro, O ladrão de Raios, mas acho que todos da série devem ser bons), a Menina que Roubava Livro e o Menino do Pijama Listrado....

No quesito séries, me decepcionei com a continuação de algumas séries. Mas no geral, acho que elas foram boas. Fazendo assim um ranking (que acho meio difícil, pois são séries de temas diferentes), mas vamos lá: 1º Game of Thrones, 2º How I Met Your Mother, 3º The Big Bang Theory, 4º The Walking Dead e 5º The Mentalist (finalmente acharam o vilão)... bom a lista segue, mas vou me ater a um TOP FIVE. Decepções: Glee, The Vampire Diaries, The Originals e The Flash.

Bom, no geral eu gostei desse ano. Não foi o melhor, mas também não foi o pior. Foi legalzinho, aprendi coisas novas, mudei o modo de ver certas coisas e pessoas. Mas espero que 2015 seja melhor :D E se Deus quiser vai ser.

Não sei porque escrevi tanto, se ninguém vai ler mesmo. Mas se você chegou até aqui, deixa um comentário, diz se gostou ou não desse post, me conte como foi seu ano e tals. Valeu?

Pois é, Adeus Ano Velho.

Que venha 2015.

Um Feliz Ano Novo pra todos vocês com Jesus no coração.

Um abraço.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Escrever e Pensamentos dos últimos dias

As vezes eu penso que deveria me tornar um escritor. Gostaria de escrever um livro, ou começar por artigos para jornais, devoções e tal. Mas, quando penso em começar, fico com preguiça. Tipo agora, não sei nem porque to escrevendo, to com sono, com preguiça de escrever, mas to aqui.
Sempre gostei de escrever, esse é o diferencial. Apesar da preguiça, gosto de escrever pra me desestressar.
Bom, hoje vou escrever sobre algo que tem me incomodado muito nos últimos dias. É sobre a atitude de algumas pessoas que se dizem cristãs, mas esqueceram de amar o próximo e até mesmo o inimigo.

Escrevi isso aqui no Face a pouco, mas trago como reflexão:

QUEM VOCÊ PENSA QUE É???

Quando vejo alguns cristãos se achando por aí melhores que as outras pessoas me vem na cabeça esse texto de Romanos:
"Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei." (Romanos 3.9-21)

QUEM VOCÊ PENSA QUE É???

Eu sou apenas mais um pecador, que necessita da graça e do amor de Deus todos os dias. Obrigado Deus, por enviares Cristo, que morreu pelos meus pecados e de toda a humanidade. Amém.

sábado, 29 de novembro de 2014

El Chavo del 8!

Luto!
Ontem, dia 28 de novembro de 2014, morreu meu maior ídolo televiso Roberto Gómez Bolañoz, o Chespirito (pequeno Shakespeare).
Não preciso falar muito aqui sobre ele, pois todos o conhecemos muito bem. Mas ele influenciou gerações e continuará influenciando. Por mais que seus episódios sejam reprisados milhões de vezes iremos rir com as piadas. Atualmente é difícil ver comédia simples pura e fazer sucesso, sem precisar apelar para coisas sobre sexo e tal.
Se você que é realmente fã do Chaves não conseguirá ver esse vídeo abaixo sem chorar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Melosidades do namoro

Bom. Lá vou eu novamente escrever sobre este assunto aqui. Talvez algo que eu escreva nesta postagem seja contraditório com a postagem anterior. Mas não to nem aí, o blog é meu e escrevo o que quiser nele.

Ponto número 1: Sério, acho que sou o tipo de cara que não serve pra namorar. Não pq eu não ache que um dia vou achar a guria certa, namorar, casar e tal. Mas, pq hoje em dia, namorar virou uma melação que só. Tipo: "meu bebe" "meu mozão" "meu coração" e frases desse tipo, são coisas muito normais que eu vejo entro os casais hoje. E sério, acho que não me encaixo nesse tipo de relação.

Podem dizer: ahhh mas você não entende nada disso. Podem falar tudo isso. Só estou constatando que atualmente acho que não sirvo para isso.

Ponto número 2: A guria que quiser namorar comigo, tem que gostar pelo menos da maioria das coisas que eu gosto de fazer. Tipo: ler livro (mangá ou quadrinho também serve, ver desenho (anime) ver série, jogar vôlei, gostar de música, internet, ou seja tem que ser GEEK (se vc não sabe o que significa esse termo é pra isso que existe o tio Google) e por último, mas não menos importante,tem q ser cristã. ;) Não quero namorar com alguém que não tem nada haver comigo. Pode ser que um dia eu queime minha língua, e namore com alguém completamente diferente do que está escrito aqui. Mas acho isso meio difícil.

Ponto número 3: Só fiz esse ponto, porque queria continuar escrevendo, mas não sei nem o que postar, só queria escrever mesmo. E assim, prender sua atenção nesse blog ruim, que não tem conteúdo interessante algum. Mas já que você está aqui lendo e perdendo seu tempo e eu não sei como finalizar essa postagem, escreva qualquer coisa no comentário só pra eu saber se alguém leu até o final essa postagem de hoje. Um abraço.

domingo, 20 de abril de 2014

Ahhh o amor!!!

Quando diziam que o "amor" era algo complicado, eu pensava que as pessoas que diziam isso eram malucas. Eu sempre pensei assim: o "amor" é algo simples, ou você ama de verdade, ou não. Que doce ilusão essa minha.
Na realidade, o "amor" é, muitas vezes, complicado sim, e todos que dizem isso são malucos sim. Porque já endoidaram pra tentar responder a pergunta: Será que ela/ele realmente me ama? Será que eu to amando a fulana(o)?  E enquanto tentam responder pra si mesmos, começam a ficar malucos, malucos de paixão, malucos em busca da conquista do coração da pessoa amada. Aí enquanto tentam nessa tentativa desesperada de encontrar o par perfeito, acabam dizendo: "Éhhh, o amor é algo complicado." 
Na realidade ele é complicado porque não enxergamos com os olhos da razão, mas com o coração. Aí vem aquela outra famosa frase: "O amor é cego". Claro que é cego, desde quando o coração tem olhos. Os enamorados gostam de complicar aquilo que a princípio era pra ser simples, descomplicado. O amor é algo belo, simples. SIMPLES sim, mas não deixa de ser grande. 
O amor está nos pequenos gestos, numa rosa ou caixa de bombom. Numa inticada básica só pra encher o saco. As coisas simples são aquelas que nos cativam e fazem com que a gente solte aquele "Awnnnn *-*". A gente vê muito disso quando aparece em nossa página inicial do face aqueles vídeos de crianças falando sobre o amor. Elas não falam de algo complicado. Elas falam nos pequenos gestos do dia-a-dia. Tipo: "Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa ofereça as batatinhas dela." ou "Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos mesmo se conhecendo a muito tempo".
Porque complicamos aquilo que era pra simples? Não ame esperando que a pessoa devolva o amor. Simplesmente ame. Pegue uma flor de um jardim qualquer na volta do trabalho e entregue para sua amada. Lave ou enxugue a louça. Troque a fralda de seu filho. Diga um muito obrigado, nem que seja por qualquer coisa. Agradeça sempre. Seja gentil. Se preocupe com a "cara fechada". Converse. Dê um bommm diaaa, um boa noite, um dorme bem. O amor está nos pequenos gestos e são eles que fortalecem a relação.
Porque queremos sempre impressionar através de grandes gestos?  Uma joia caríssima, um perfume francês, um carro novo? Porque complicamos aquilo que é simples?
Conquiste todos os dias o coração da pessoa amada através de pequenos gestos como dividir a batata-frita. Se você quer fazer uma loucura pela pessoa amada, faça, mas lembre-se: o amor é simples. Por isso, AME, simplesmente AME.
Diego N.

Ressuscitou - Castelo Forte!

Feliz Páscoa, Cristo Ressuscitou. ELE vive, NÓS também viveremos.

Segue, abaixo, uma linda música da banda Castelo Forte, chama-se Ressuscitou!



Uma Feliz e Abençoada Páscoa a todos.
Fiquem na paz de Cristo.
Diego Elias Neumann.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Feridas - Arautos do Rei

Uma música muito linda, que fala sobre a Paixão que Cristo teve por cada um de nós



Que Deus vos abençoe,
Diego E. Neumann.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Domingo de Ramos - Domingo da derrota, mas também da vitória.

Ontem, Domingo de Ramos. Tivemos as finais dos campeonatos estaduais em nosso país. Para vários times como: Grêmio, Atlético-MG, Vasco e Santos foi o domingo da derrota. Perderam o título nos seus respectivos estados. Porém, também foi um domingo vitorioso, para os campeões estaduais, como: Inter, Cruzeiro. Flamengo e Ituano.
Ontem, Domingo de Ramos, também lembramos da entrada TRIUNFAL de Jesus em Jerusalém. Muitos achavam que era um entrada vitoriosa, de um grande rei, porém Jesus, entrou de forma humilde, montado num jumento. Ele não estava caminhando para a vitória, mas para a derrota, para a Morte. Era um caminho para a cruz. Ele sabia que dentro em poucos dias ele seria, traído, negado, açoitado e seria pendurado no madeiro e lá ele morreria.
A morte de Jesus na cruz foi o ponto final da sua derrota. Lá Ele morreu por causa do pecado. Não do seu pecado, mas Ele tomou sobre si a nossa culpa e foi sacrificado em nosso favor. Ele se entregou para a derrota por AMOR a nós.
A maior briga do ser humano é justamente aceitar que a sua salvação veio através da cruz, ou seja, aceitar que a sua vitória sobre o pecado veio através de uma derrota. Por causa disso muito buscam a salvação por meio de obras. Não aceitam a cruz e pensam que a vitória para obter a salvação deve partir de seus próprios esforços. Contudo foi na cruz que Deus exaltou a Cristo sobremaneira, foi nela que Cristo nos deu a vitória.
Muitas igrejas hoje escondem esta derrota de Cristo por nós. Dizem que nós podemos vencer a morte pelos nossos próprios esforços. Mas então Paulo nos ensina a lidarmos com a derrota. Ele diz para nós termos o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. E que sentimento foi esse? Foi um sentimento de humilhação, de servidão, ou seja, sentimento de derrota. A derrota de Cristo também é a nossa derrota, pois os nossos pecados foram crucificados com Ele na cruz.
Na derrota de Cristo na cruz nós ganhamos a vitória sobre a morte. E a grande vitória do cristão é a honra que nós temos de confessar que Jesus Cristo é o nosso Senhor (Fp 2.11). Ele é o Senhor que ama tanto as suas criaturas a ponto de morrer na cruz por elas. Pois por meio daquele que nos amou nós somos mais que vencedores.(Rm 8.37)
No Domingo de Ramos, inicia a semana da derrota e da vitória. Derrota na Sexta-Feira, e vitória sobre a morte no Domingo de Páscoa. Que Deus vos abençoe nesta Semana Santa. Em nome de Jesus. Amém.

Diego Elias Neumann.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Antes do Final - Palavrantiga

Segue abaixo uma música linda de uma banda que eu curto muito:



Abraços, fiquem na paz de Cristo.
Diego Neumann.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Uma simples poesia

"Poderia em um verso explicar o que sinto em meu coração
Mas parece que nem com um Aurélio em minhas mãos
Palavras não traduzem este sentimento, esta emoção
É um misto de dor, de cor, de amor e paixão.

As mesmas palavras que tento traduzir, 
Simplesmente se espalham com o vento,
levam para muito longe aquilo que um dia gostaria de lhe falar,
mas tenho medo, medo que você se vá.

Mesmo sabendo que eu já te perdi, eu não desisto de você
Eu já tentei várias vezes te esquecer, deixar você partir,
mas como o sol aparece todos os dias, e a lua todas as noites,
você reaparece em meus pensamentos mesmo sem ser convidada.

Talvez um dia isso que existe entre nós dê certo.
Talvez não precise tentar expressar em um verso aquilo que sinto por você,
Talvez em um gesto, em um olhar, você irá entender, que
Talvez, mesmo longe, eu só penso em você."


(Não sei se é assim que se escreve poesia, mas pelo menos eu tentei kkkkkk)
Tenham todos uma ótima quinta-feira.
Diego Elias Neumann.

terça-feira, 1 de abril de 2014

"MEU AMOR" - por Fabrício Carpinejar


"Todo mundo repara ou lembra quando empenhou a primeira vez eu te amo numa relação. 



Qual o momento exatamente. O dia, a hora, os minutos. Após o sexo, embevecido. Ou no cinema escorregando as palavras num beijo. Ou antes de um aceno ao trabalho.

Aquele eu te amo que rodopiou na garganta até ganhar a forma da boca. Aquele eu te amo que fora ensaiado em diversos momentos de alegria, e recuou por vergonha. 

Quando ele vem, é um balbucio: estranho, inseguro, desajeitado como um pedido de desculpa. 

Sim, o primeiro "eu te amo" é um pedido de desculpa: 
- Desculpa, eu te amo. 

- Desculpa, eu me ferrei. 

- Desculpa, não quis, só que aconteceu. 

O primeiro eu te amo é uma série vitoriosa de fracassos. Fracasso da amizade (não consigo ser mais seu amigo). Fracasso da independência (não consigo mais viver longe de você). Fracasso da mentira (não consigo mais mentir para você).

A declaração aparece tímida. Temos que sempre repetir - este é o constrangimento. O primeiro eu te amo nunca é ouvido. E ainda enfrentaremos a pergunta desconfiada de nossa companhia: - O que você disse?

Ai, como é sufocante. Muitos mentem e, já acovardados, não insistem. Expor o eu te amo parte de uma tontura, repetir é embriaguez. 
O primeiro eu te amo surge com voz de adolescente, aquele timbre indefinido, arenoso: metade infância, metade adulto. Soprado, sussurrado, comovido.

É um caminho sem volta. Um desabafo que se consome em decisão e que se impõe como destino. Depois não tem como alegar que errou, que se confundiu, não há retratação possível, seu advogado não poderá construir nenhuma versão convincente para desfazer o mal-entendido. 

Mas o primeiro eu te amo, ainda que represente uma estreia da vida a dois, é discreto diante de outro movimento dos lábios que costuma passar despercebido. 
Quando chamamos o nosso par de "Meu Amor". Quando personificamos o Amor. 

Quando ele deixa de ser um nome, alguém, para ser o nosso próprio sentimento. 

Quando abandonamos seu registro, seu batismo, para tratá-lo como se fosse a nossa emoção encarnada.

Não tem como consertar, a projeção virou realidade. É quando realmente confiamos nossa individualidade.  

É amor para cá, é amor para lá, é amor para acordar, é amor para dormir, é amor para pedir qualquer coisa, é amor no e-mail, no telefone, nos cartões. É amor amor amor infinito, dobrado, multiplicado, incansável.

Está feito o estrago. Se nos despedirmos, se nos separarmos, não estaremos nos afastando de uma pessoa, e sim do Amor."

Por Fabrício Carpinejar - Coluna Publica na página 2 da edição do dia (01 de abril de 2014)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A grandiosidade do Evangelho está em sua simplicidade.

A grandiosidade do Evangelho está em sua simplicidade. 

Textos base: Is 58.3-9a; Mt 5.13-16

O mundo vive em busca das grandes coisas. As coisas pequenas não tem vez. Milhares de pessoas saíram do nordeste do Brasil procurando uma vida melhor na cidade grande, em busca da grandeza.

As cidades grandes crescem cada vez mais, são prédios enormes, e ouvimos dizer muito, quanto maior melhor. Estádios de futebol, obras grandiosas, tudo para encher os olhos das pessoas.

O ser humano vive em constante busca pela grandeza das coisas.

Vivemos em busca do sucesso, em busca das grandes coisas, dos grandes atos.

As coisas simples, pequenas estão sendo esquecidas, estão ficando de lado.

Talvez por isso, muitas igrejas enchem, porque lá é oferecido as grandes coisas, milagres, poder, dinheiro, uma vida melhor.

A grandiosidade do Evangelho está cada vez mais sendo colocado de lado, pois o a mensagem do Evangelho está na simplicidade, nas coisas pequenas, num pequeno gesto de amor.

"Na simplicidade aparente do evangelho, que chega a ser loucura para muitos, encontra-se a grandeza do amor divino. Na pequenez aparente dos atos de um/uma cristão/ã, é que se esconde todo o poder do Espírito, capaz de dar sabor e sentido ao mundo."

"O poder do Espírito leva os cristãos a uma atitude prática. Contudo, essa atitude prática não se baseia em atos mirabolantes, fantásticos, de grande repercussão, como a atitude dos escribas e fariseus (Mt 5.20), ou o jejum do povo de Israel (Is 58). A postura cristã verdadeira baseia-se em coisas menores como ajudar o próximo necessitado, amar o próximo (Is 59.6,7), ser sal e luz (Mt 5.13-15). Em sua aparência menor, a piedade (Is 58.6), o sal (apenas um ingrediente da cozinha) e a luz na imensa escuridão é que fazem um grande efeito."

Como lemos em Isaías, capítulo 58, v.5. Aqueles que praticavam jejum estavam se achando os grandes, pelas obras que estavam fazendo. Mas Deus não se agrada desta postura de se fazer grandes, através do jejum, mas aquilo que agrada ao Senhor, está nas coisas pequenas da vida, como ajudar o próximo (ler v.6-7): desfazer as ataduras da escravidão, livrar os oprimidos, repartir o pão com quem tem fome, ou seja, amar o próximo.

Muitas vezes, nós achamos que falar do amor de Deus, do Evangelho é para que aqueles que são “grandes” na igreja ou na fé, onde só os pastores e líderes o podem fazer.

A atitude de todo o cristão deve ser de demonstrar o amor, o Evangelho para com todas as pessoas, seja através mesmo das pequenas atitudes do dia-a-dia.

Por isso que Jesus utiliza o exemplo do sal (Mt 5.13), um simples ingrediente de cozinha, um grãozinho tão pequeno, mas de tão grande importância para a comida. O sal na época de Jesus tinha grande importância não somente para dar sabor a comida, mas principalmente para ajudar na conservação dela.

Assim é que deve ser a vida do cristão, através das pequenas atitudes no dia-a-dia que demonstram nosso amor pelo próximo, é que trazemos um sabor pra vida dele, um sentido pra sua existência. Através de um simples abraço, ou através de um sorriso, podemos mudar o dia de uma pessoa. É como o pequeno sal, que faz toda a diferença na comida, é a atitude do cristão, para com aqueles que andam tristes, na solidão, e nas trevas.

Outro exemplo utilizado por Jesus é a luz. (v,14) Em meio a escuridão do mundo, um pequenino ponto de luz se destaca no meio das trevas.

Deus Espírito Santo faz com que o cristão se destaque em meio a este mundo de trevas, tristeza, morte. Por mais pequenina que seja nossa luz, por menor que seja a nossa ação amorosa, ela é importante para a vida das pessoas que andam em trevas.

Porém, nós cristãos, não podemos nos esconder, no dia-a-dia, não podemos colocar a máscara de cidadãos “normais” e escondermos a face de cristão. Pois Cristo disse que nós somos a luz do mundo. (ler v.14-16)

"Na simplicidade aparente do evangelho, que chega a ser loucura para muitos, encontra-se a grandeza do amor divino. Na pequenez aparente dos atos de um/uma cristão/ã, é que se esconde todo o poder do Espírito, capaz de dar sabor e sentido ao mundo."

O ser humano gosta de grandeza, mas precisa entender que é nas pequenas coisas, nos pequenos gestos que a nossa vida é construída. Não é através da riqueza e do muito dinheiro que encontramos a felicidade, mas sim, na simplicidade de um sorriso.

Por isso muitas vezes, o Evangelho não é compreendido por muita gente, porque esperam algo milagroso, algo grandioso em suas vidas. Esperam que a vida de cristão seja perfeita, sem complicações. Porém não é isto que acontece, porque a mensagem do Evangelho é uma mensagem simples, de amor, paz e perdão.


Que nós cristãos possamos ser sal e luz para o mundo, transmitindo a grande mensagem do Evangelho, da salvação, pelos mais simples gestos de amor, paz, perdão para com o nosso próximo. Que Deus Espírito Santo nos guie neste caminho, hoje e sempre. Amém.

Uma ótima semana a todos.
Fiquem na paz de Cristo.
Diego Neumann.

sábado, 27 de julho de 2013

Bota fé em Jesus!


Artigo de autoria do pastor Ismar Pinz:

Bota fé em Jesus!

A simpatia e o carisma do papa Francisco são indiscutíveis. No primeiro discurso no Brasil, o pontífice disse: “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em nome dele”.

Confesso que essa frase, parafraseando Pedro no texto de Atos 3.6, ganhou também a minha simpatia, pois centraliza Jesus, o Salvador.


Outra frase de impacto do representante do Vaticano foi: “Cristo bota fé na juventude”. Mas para reflexão devemos perguntar se nossos jovens tem colocado sua fé em Cristo. A verdadeira sabedoria é "Botar fé em Jesus"; pois Ele é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Jesus é o Único Salvador. Como está escrito em At 4.12: “A salvação só pode ser conseguida por meio dele. Pois não há no mundo inteiro nenhum outro que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos.”

Será que realmente temos “botado fé em Jesus”?

Sempre que alguém humildemente centralizar Jesus, deve receber nosso respeito e nossa simpatia, mas quando vier com um evangelho diferente, ainda que revestido de pele de cordeiro, podemos saber que espiritualmente trata-se de um lobo.

Confesso que senti uma grande tristeza ao receber a notícia de que a igreja católica estava prometendo que os seguidores do papa no twiter teriam seus anos no purgatório diminuídos. Senti-me triste porque essa decisão e anúncio não centralizam Jesus e sua obra redentora, mas coloca a fé em mera ação externa.


Tudo o que se coloca como salvador, sejam obras, imagens, redes sociais ou mesmo um papa, ocupa um lugar que não lhe pertence, pois o perdão é graça divina e não mérito humano que possa ser adquirido por força própria, pois se o ser humano pudesse conquistar por si mesmo, Cristo teria morrido em vão, como está escrito em Gálatas 2.21.

Que a simpatia e o carisma de Jorge Bergoglio, o papa Francisco, se direcionem a Jesus, como único e suficiente Salvador, para que sua posição seja simpática não apenas perante os homens, mas também perante Deus. Apontando para Jesus, o papa será no Brasil e no mundo, um instrumento do próprio Deus Altíssimo. Que assim seja!

Pastor Ismar Pinz, Pelotas, RS - 23.07.2013, 

pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O bom pastor!

Hoje, dia 10 de junho, celebramos o “dia do pastor”. Porém, podemos notar que nos últimos anos a figura do pastor está ficando desgastada no Brasil, ainda mais com tantos falsos pastores que existem por aí. Falsos pastores sim! Pastores que somente estão interessados no dinheiro que receberão no final do mês. Não estão interessados em guiar as suas ovelhas por caminhos seguros. Pastores inescrupulosos, que se importam somente com o próprio bem estar e não com o das suas ovelhas espalhadas pelo mundo.

É triste constatar isso, porque os maus pastores, que apascentam mal suas ovelhas, contribuem para sujar a imagem de todos os bons pastores. Estes que realmente se importam com suas ovelhas, que buscam as ovelhas perdidas, levam às águas tranquilas e guiam-nas por pastos verdejantes. (Salmo 23)

A Bíblia usa essa linguagem para retratar o bom pastor, mas em nossos dias, como descrever um bom pastor? É possível relacionar a descrição do bom pastor com essa linguagem, pois o bom pastor é aquele que leva suas ovelhas aos pastos verdejantes da Palavra de Deus. Sacia a sede das ovelhinhas com as águas tranquilas do Evangelho consolador. E guia pelo caminho certo do amor revelado em Jesus Cristo.

O bom pastor é retratado na Bíblia como aquele que se importa com suas ovelhas, que zela pela vida de suas ovelhas. O bom pastor é um cura d’almas, aquele que consola, protege e cuida do rebanho. E ainda, ajuda a sarar as feridas causadas pelos infortúnios da vida (Ezequiel 34).


No entanto, o pastor também é um ser humano que necessita de cuidado. Possui defeitos e falhas como qualquer um. Portanto, dar importância ao seu pastor e também ajudá-lo é muito importante e preciso. Apesar de ser pastor, ele também é uma ovelha do Bom Pastor, Jesus Cristo. Aquele que todos precisam escutar a voz. Aquele que realmente é perfeito e se importa com suas ovelhas. Ele é o Bom Pastor, que deu sua vida por todas as ovelhas e mostrou o seu amor por cada uma delas. (João 10).

Escrito por Elber Leomir Schreiber -  Pastor da IELB em Alto Parnaíba/MA.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Será que não deveríamos mudar?



Será que não deveríamos mudar?

Como pastor e, principalmente, como membro da IELB, quero fazer eco às preocupações expostas pelo senhor Ricardo Goerl (ML, março de 2012) quanto ao reduzido crescimento numérico da IELB nos últimos anos. É certo que não buscamos números – buscamos pessoas. Todavia, os números revelam se estamos alcançando ou não tais pessoas que buscamos.

A matéria de capa do Mensageiro Luterano de jan/fev tem por título: “Evangelização: o desafio permanente para as congregações”. A pergunta é: será que estamos conseguindo vencer tais desafios? A julgar pelos últimos números, parece que não.

É louvável a preocupação da IELB em buscar métodos e estratégias como os Festivais Missionários propostos pelo DEM (ML, abril de 2012). Mas isso será suficiente? Afinal, outros métodos e outras estratégias têm sido usados... e os resultados? Será que apenas novas estratégias mudarão nossos números?

Gostaria de propor algumas questões para a nossa reflexão e auto avaliação como IELB:     
Será que não estamos “engessados” dentro de uma estrutura que não está se mostrando muito eficaz?

Dou como exemplo os departamentos que temos em nossas congregações. Reconheço seu valor, mas percebo que estão “envelhecendo”. A participação dos membros parece ser cada vez menor. Em termos missionários, sua eficácia é questionável. Com exceção de algumas Escolas Bíblicas e Uniões Juvenis, quantos novos membros da IELB são frutos de missão dos departamentos? Mas nos vemos forçados a mantê-los – para participar de congressos, por exemplo – e assim mostrar que “estão funcionando”. Afinal, se algum departamento “não funciona”, é porque o trabalho da congregação não está sendo bem feito!

Será que não estamos sendo muito “ativistas” e pouco “ativos”?

Enchemos nossas agendas de reuniões, encontros, congressos, etc. E, ai de nós, (pastores, principalmente) se não estivermos presentes em tudo! Achamos graça da anedota que diz que os luteranos serão o último grupo cristão a entrar no Céu porque ainda estão em reunião, mas continuamos fazendo com que tal comparação continue sendo muito verdadeira.

Será que não estamos invertendo nossas prioridades?

Há um clamor entre os membros pelo pouco número de visitas feitas pelos seus pastores. E a defesa pastoral é: “falta tempo!”. E como encontrar tempo dentro de agendas lotadas? A agenda de Jesus também estava sempre cheia: cheia de visitas a fazer, cheia de pessoas a encontrar, cheias de necessidades a atender, cheia de conselhos a dar, cheias de atenção... às pessoas! A prioridade de Jesus não eram as reuniões, os ensaios, etc.; sua prioridade sempre foi a visitação e o contato com o povo.

Será que não estamos apenas mantendo “as coisas que nos agradam”?

Sempre tivemos dificuldade de sair de nossa cultura germano-luterana. Temos dificuldade até mesmo de sair “para fora” do Rio Grande do Sul (nossos números revelam que praticamente metade de nossos membros estão no RS). Se não fosse por uma guerra, é possível que ainda estaríamos fazendo missão em alemão no solo brasileiro! Não desprezo nossas tradições, mas será que não estamos mantendo as coisas da maneira a que estamos acostumados? Não importa se é missionário ou não, o que importa é que “eu gosto das coisas do jeito que estão”. Somos luteranos “de berço”; talvez nos falte coragem para “sair do berço”. 

Será que não estamos “amarrando” o espírito Santo?

Talvez pensemos que ele só pode agir se a Palavra for pregada por alguém “vestido a caráter”, ou se for cantada através de letras “escravizadas” dentro de melodias antigas, ou se for exposta através de fórmulas pré-estabelecidas ou rígidos rituais. Correndo os olhos pelos evangelhos, não vejo Jesus tão preocupado com vestes, fórmulas ou tradições.

Será que não estamos “jogando nossas pérolas aos porcos” (expressão de Jesus em Mateus 7.6)?

Perdemos tempo correndo atrás de pessoas que já tiveram muito tempo (às vezes, desde “o berço”) para ouvir e aceitar a pérola do Evangelho, enquanto negamos a oportunidade (por falta desse mesmo tempo que perdemos) a muitos que nunca tiveram contato com o tesouro de Deus. Às vezes, damos a impressão de que nossa maior missão é “correr atrás das ovelhas perdidas do rebanho luterano”.

Será que mais pessoas “de fora” estarão dentro da IELB nos próximos anos ou estaremos fechados em reuniões elaborando métodos e estratégias para atingi-los?

Não espero que todos concordem com tais questionamentos. Só espero que sejamos de fato sinceros ao analisarmos nossos números e que façamos tudo por amor; não por amor ao nosso gosto, às nossas tradições, à nossa estrutura, ao nosso “berço”, mas por amor à Igreja, por amor à missão de Deus, por amor à missão de buscar pessoas, por amor às pessoas, por amor àqueles que Jesus continua amando.

Escrito por Valdir Klasener, pastor em Cerrito – RS
Artigo do Mensageiro Luterano, Abril 2013, p.24-25.